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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Labaredas

Aquele som a invadiu. Dançante, caminhou sala adentro. Seu caminhar era leve, seus braços e pernas mexiam-se graciosamente àquele estranho som de tambores e berimbaus. Sua saia longa parecia criar vida enquanto dançava.
    Dentro de si, crescia uma chama. O suor e os olhares curiosos não a inibiam. Se envolvia com a música, sorria e dançava.
    Em alguns segundos se tornara a chama, um fulgor que espalhou-se, atingindo em cheio seus observadores. Casais, crianças, outras moças e rapazes já não eram capazes de apenas olhar, rendendo-se à dança, ao som, à alegria, ao momento.
    Não se via mais uma mulher dançante. Nada de multidão. Via-se apenas labaredas.
    Via-se intensidade. Via-se ardor.
    Ouvia-se o tambor. Ouvia-se o berimbau.

    Via-se vida.


Texto por: Stephanie Santana.
Inspirado na música "Cordas de Berimbau", de Ariel Ayres.

Minha Audácia

Me inspira,
Me renova,
Me ascende,
Me ilumina.

Alegria e paz. Tudo em teus olhos a me presentear

Me encante, Me revigore, Me canibalize
Realize minhas vontades. Traga-me suas paixões e seus sorrisos. Sim! Teus sorrisos. Estes mesmos que me consomem! Encha-me deles.
Me encontre,
Me espere,
Me acolha.

Impulsione-me. Traga-me toda essa energia para tornarmos do impossível apenas uma palavra.
Me espanta,
Me seduz,
Me atrapalha,
Me concentra.

Emocione-me. Contradiz-me. Alucina-me.
Me devora, não demora.

Lança em mim tua sede. Lança em mim essa vontade de lutar.

Me traz tua alegria,
Me traz tua alma,
Me traz tua saga.

Aqui estarei. Talvez não perto, mas ao seu lado.



Autora: Stephanie Santana.

Moça

Ela ri, comenta e observa.
Gaiata! 'Tá nem aí pr'esse povo. Olha mesmo, procura mesmo.
Veste seu encanto e vai atrás.
Busca pelo que quer, surpreende como quer.
Ah, essa moça!
Dá uma dor de cabeça qui só!
Mas eu te digo: é uma menininha. Uma pequena zombeteira.
Grande, madura, sensata... Mas pequena.
Ali, ao seu lado, vejo sua pequenez.
Nada de frágil, mas muito frágil.
Todo cuidado é pouco, mas é muito.
Como proteger sem proteger?

É só libertar.



Autora: Stephanie Santana