terça-feira, 1 de março de 2016

Ardor Noturno


Caminhando, o pequeno ser seguia. Sorria, por vezes chorava, daí sorria de novo e então gargalhava. Podia ser de alegria, de felicidade ou até mesmo de desespero. As emoções eram diversas e, uma a uma, ele abraçava.

"Como assim, por quê tantos sorrisos?", talvez você, leitor, se pergunte. Saber ao certo, quase ninguém sabe. O que se sabe é que aquele sorriso era daqueles que dá gosto de se ver, do tipo que dá vontade de sorrir de volta.

Sentou-se no meio fio ao seu lado observou a rua. Era um daqueles dias que se ocorria de tudo, mas que abraçamos o que queremos. Direcionou seus olhos aos céus e admirou sua composição: um pouco nublado, fim de tarde. Era interessante como as nuvens, um pedaço do sol e uma lua tímida conseguiam compartilhar tal momento harmoniosamente.

Um chuvisco leve começou e ele até pensou em levantar e buscar o abrigo de sua casa, ou qualquer coisa assim. Permaneceu, no entanto, sentado, sorrindo. Seu misto de emoções transbordava e não conseguia decidir se estava feliz ou triste, apenas sentia.

Há quem diga que é fácil chegar aos céus e há também quem diga exatamente o contrário. Esse foi mais um desses dias que demonstram que os céus estão no que fazemos dos momentos e aquele era um dia perfeitamente refletido na imagem que via à sua frente: Céu colorido, nuvens, lua e sol. Uma mistura de fatores que podem ser bons ou ruins.

Sinestésico, não? Pois é. Nesse transbordar, este ser sorria e chorava ao mesmo tempo. Assim como o sorriso, o choro revelava diversos significados: ceticismo, tristeza, alegria e esperança.

Levantou-se. Era hora de partir. O cenário mudou, enfim. A lua brilhante, no entanto, envolta por tantas estrelas, só lhe trazia mais conforto.




Autora: Stephanie Santana

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