sexta-feira, 29 de abril de 2011

A caixa


Ela abriu a caixa.
Estava vazia.
Hesitou um pouco e fechou.
Colocou a mão espalmada sobre a caixa, respirou fundo e fechou os olhos.
Não queria chorar.
Abriu a caixa novamente, retirou o fundo falso e observou.
Pegou o pequeno objeto e sorriu, feliz.
Estava diante da lembrança mais feliz de sua vida.



Agradecimentos à Malú (twitter: @maluzinha18 ) e Bárbara C. Reis.

domingo, 24 de abril de 2011

Mudança

       - Te amo. - Ele disse.
       Ela olhou-no dentro de seus olhos. Sentiu medo. Não sabia mais o que realmente sentia. Refletiu. Observou os olhos daquele garoto que dizia amá-la. Não esqueceria aquele momento.
       - Também. - Ela respondeu.
       Ele saiu dali com uma estranha sensação. Havia algo diferente nela. Não sabia o quê. Fechou os olhos. Tentou não pensar naquilo. Mal sabia ele o que estava prestes a ocorrer.

Valor

       Caminhei pela velha estrada brilhante. Mesmo à escuridão da noite de Lua cheia, as pedras de ouro brilhavam. Brilhavam de uma forma estranha. Brilhavam e não ofuscavam. Outras pedras de quais os nomes não sei dizer ao certo, de várias cores e tão brilhantes como a primeira, formavam desenhos. Imagens em movimento.
       Vi minha vida nesta estrada. Me vi brigando com minha irmã e batendo nela. Abraçando-a e rindo também. Época feliz...
       Vi toda a minha família, festas familiares, viagens, momentos que nem ao menos lembrava existir... Porém, momentos extremamente importantes.
       Vi-me com amigas, conversando, brincando, brigando, rindo, crescendo e voltando a ser criança em plena adolescência.
       Vi-me em meio ao A.N.E.I.E.A.,em uma nova fase, fase de mudanças. Loucuras substituíam momentos tediosos no colégio e nos juntavam em plena diversão.
       Caminhei sorrindo. Uma lágrima descia ao meu rosto. Enxuguei com as mãos.

       De repente, tudo estava escuro. As pedras sumiram. Senti-me sozinha. Não sabia para onde andar, mas prossegui. Segui às escuras, senti medo.Algo me empurrava sutilmente. Me fazia andar. O que poderia ser?
       Meu medo crescia, mais e mais. Minha vontade era correr de volta para o caminho de lembranças.

       Caí. Caí em meio a um abismo. Não havia como me segurar. Não havia para onde sair. Escutei passos. Passos rápidos. Muitos passos.
       Pessoas corriam e em mim o medo apenas crescia. Não apenas me dominava, já ultrapassava o domínio.

       Coloquei a mão nos olhos. Eu estivera vendada.
       Mãos me seguravam. Parei de cair. Tiraram a venda e sorriram para mim.
       -Não tenha medo. Estamos com você. Pode cair. Iremos te segurar. Pode tropeçar. Estamos aqui para evitar sua queda. Pode se ferir. Iremos te ajudar a curar seus machucados.

       Chorei. Chorei por emoção. Eram mãos de puro Amor. Mãos de pura Amizade.



Autora: Stephanie Santana
Twitter: @stephaniedms

Wattpad: @nadamaiis
Dedicado à Bruna Cristine Reis.